Na região de Campinas, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a construção civil é a campeã em autos de infração por falta de equipamentos, segurança e embargos a obras. E além dos acidentes registrados com frequência o número de mortos neste ano já dobrou em relação a 2012. São quatro até o momento. Os riscos são maiores durante a fundação, ou na finalização por quedas de altura e também em ocorrências envolvendo eletricidade. O Gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Sebastião Jesus da Silva, confirma que o problema está na falta de atendimento a própria lei.
As mortes recentes em obras foram de um marceneiro de 25 anos no último dia seis de março em um prédio em construção no bairro Cambuí, em Campinas (SP). Edson Pereira de Jesus morreu no local. A Polícia Militar não confirmou se o homem usava equipamentos de segurança. Em Hortolândia, no dia cinco um operário morreu após cair do 9º andar de um prédio em obra. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil confirmou falhas nos andaimes, plataformas, nos vergalhões e telas de proteção e prevenção. Em Santa Bárbara D’Oeste (SP), em fevereiro, um jovem de 27 anos, morreu prensado em uma máquina de uma fábrica de pneus. E em Paulínia um registro no começo do ano foi feito em uma empresa de fertilizantes. Para o representante do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Sebastião Jesus da Silva, ainda faltam fiscais para controlar as condições de trabalho.