Entre as propostas apresentadas pelo Consórcio PCJ em relação à renovação da outorga do Sistema Cantareira está uma nova divisão das vazões de forma mais proporcional entre a Região Metropolitana de São Paulo e as cidades abastecidas pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O pedido é que mais água seja liberada para municípios do interior, como na região de Campinas, por exemplo. A consequência seria a diminuição da vazão para São Paulo.
O consórcio fala em um limite de retirada geral em 34 m³/s, que garantiria 95% de segurança hídrica. 10 m³/s para o PCJ, valor que dobraria a atual vazão da região, e o restante, 24m³/s para a Grande São Paulo. A gerente técnica do Consórcio, Andrea Borges, destaca a necessidade de mais água para interior.
Na visão do consórcio PCJ, a divisão desta forma se tornaria mais justa, com 69% da água para atender os nove milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo e 31% para os cerca de quatro milhões de moradores dos municípios do PCJ.
Se os reservatórios de Amparo e Pedreira não estiverem prontos até 2020, o órgão destaca que será necessário aumentar a vazão ainda mais no interior, chegando a 15 m³/s, com reflexo na vazão da grande São Paulo.
O consórcio também pede que haja uma única reserva estratégica, para ser usada pelas duas regiões diante das necessidades de cada uma delas.