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Consultórios médicos de Campinas são alvos de investigação da polícia

Quatro consultórios médicos de Campinas foram alvos de uma operação da Polícia Civil, que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão de prontuários médicos originais de 33 pacientes em sete

Consultórios médicos de Campinas são alvos de investigação da polícia
Quatro consultórios médicos de Campinas foram alvos de uma operação da Polícia Civil, que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão de prontuários médicos originais de 33 pacientes em sete cidades paulistas. A investigação apura a conduta de médicos que teriam diagnosticado de forma suspeita uma doença conhecida como hipercolesterolemia familiar homozigótica. Com o diagnóstico, os pacientes […]

Quatro consultórios médicos de Campinas foram alvos de uma operação da Polícia Civil, que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão de prontuários médicos originais de 33 pacientes em sete cidades paulistas. A investigação apura a conduta de médicos que teriam diagnosticado de forma suspeita uma doença conhecida como hipercolesterolemia familiar homozigótica. Com o diagnóstico, os pacientes eram orientados pelos médicos a ingressarem na justiça para obrigar o estado a fornecer gratuitamente um medicamento denominado lomitapida, que não tem autorização da Anvisa para ser comercializado no Brasil.

A suspeita juxxé de que o importador teria procurado uma ONG do Paraná, que teria sido responsável pela procura de médicos brasileiros que pudessem receitar o medicamento. Cada comprimido de lomitapida custa cerca de U$ 1 mil. Até o momento, segundo a Procuradoria Geral do Estado, o governo de São Paulo já gastou cerca de R$ 40 milhões para cumprir os mandados judiciais. De acordo com o delegado corregedor da coordenadoria da administração do estado, Lawrence Tanikawa, em muitos casos, os pacientes sequer retiravam os medicamentos junto ao governo, o que acabou chamando a atenção da polícia.

A lomitapida, que tem o nome fantasia de Juxtapid, é fabricada por um laboratório norte americano. A Polícia Civil de São Paulo informou que vai encaminhar uma cópia do procedimento elaborado pela corregedoria ao FBI.

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