Orçado em R$ 150 milhões e com entrega prevista para 2017, o projeto de construção de um parque erótico na região de Piracicaba é questionado pelo presidente da Câmara da cidade, Matheus Erler, do PSC. Para ele, a instalação do empreendimento fere a moral e a ética, afeta a família e vai fazer o município ser conhecido como local de prática de sexo. Apesar disso, prefere evitar falar em princípios religiosos.
Citado por Erler, o labirinto sexy é uma das atrações do chamado “Erotikaland”, que deve contar ainda com uma roda-gigante privê, trem fantasma e piscina naturista, além de um motel e um cinema 7D. Ainda segundo o político do Partido Social Cristão, a instalação não ajudaria no debate dos tabus da sociedade, pois ele considera o assunto inadequado e ainda teme que o local se torne ponto de prostituição.
O parque, no entanto, ainda não tem endereço definido, o que fez com que o político entrasse em contato com cidades vizinhas, como São Pedro e Águas de São Pedro, para evitar o início das obras. Questionado sobre isso, um dos empresários responsáveis pelo parque, Evaldo Shiroma, afirma que o vereador quer usar o assunto como uma oportunidade de propaganda pessoal e política e defende o projeto.
Ele se justifica, cita diversos empreendimentos semelhantes nos quais está envolvido e alega que o trabalho é feito com seriedade. Além disso, pede atenção ao assunto para que outros temas sejam discutidos. Para Shiroma, a intenção do parque erótico é tratar a sexualidade e o erotismo com seriedade e permitir que as pessoas tenham livre acesso ao tema, assim como acontece nas feiras e nos eventos promovidos por ele.