As medidas de restrição nas bacias do PCJ foram suspensas pela Sala de Situação, porque a vazão dos rios está bem acima dos índices determinados pelas regras de janeiro de 2015, da ANA e DAEE. Na época, o nível dos rios sofria constantes quedas e havia restrições no uso e na retirada de água, nas bacias do Jaguari, Camanducaia e Atibaia. Francisco Lahoz, secretário executivo do consórcio PCJ, explica que essa determinação permite a volta da retirada da vazão outorgada. Apesar do momento favorável, Lahoz afirma que a segurança hídrica da região de Campinas só estaria garantida se os reservatórios projetados para Amparo e Pedreira estivessem prontos.
A situação do Sistema Cantareira, que iniciou a semana com 13,64% do volume útil, considerando os reservatórios Jaguari-Jacarei, Cachoeira e Atibainha, também motivou a suspensão. Antônio Carlos Zuffo, Professor de Hidrologia e de Gestão de Recursos Hídricos da Unicamp, no entanto, alerta que esses números também não trazem tranquilidade. Para garantir o abastecimento no período de estiagem, o volume de armazenado do sistema Cantareira deveria hoje estar em 30%. Projetados desde os anos 80, a previsão para conclusão dos reservatórios de Pedreira e Amparo é 2018.