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Morre o ex-prefeito de Campinas Chico Amaral

O ex-prefeito de Campinas, Chico Amaral, morreu na madruga dessa quinta feira, por falência múltipla dos órgãos. A saúde se agravou após uma pneumonia. O velório começou às 10h30 na

Morre o ex-prefeito de Campinas Chico Amaral
Ex-prefeito Chico Amaral morreu na madrugada desta quinta-feira (Foto: Reprodução/Assembleia Legislativa)

O ex-prefeito de Campinas, Chico Amaral, morreu na madruga dessa quinta feira, por falência múltipla dos órgãos. A saúde se agravou após uma pneumonia. O velório começou às 10h30 na capela do cemitério Parque Flamboyant, com sepultamento às 16h30. Francisco Amaral nasceu em Campinas, em 1923, e iria completar 93 anos nessa sexta-feira. No período da manhã, o velório foi marcado pela presença principalmente de parente e amigos. Chico Amaral deixou esposa, 4 filhas e 8 netos. A filha, Adriana Amaral, conta que a vida dedica à política nunca interferiu na atenção que ele sempre dedicou à família. O neto, Thomás Amaral Lorena de Mello, disse que o avô foi um grande companheiro.

Os amigos contam que ele era uma pessoa amável, humilde e generosa, que cultivava as verdadeiras amizades. Entre eles, o advogado, Nivaldo D’Oro, que já foi Presidente da Ceasa e corregedor da Guarda Municipal de Campinas, conta que Chico Amaral pagou os estudos de sua esposa. O desembargador Lorival Ferreira dos Santos, Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, foi amigo pessoal de Chico Amaral e destaca a sua dedicação às causas trabalhistas.

Chico Amaral era advogado e foi eleito deputado estadual em 1962 e  federal por São Paulo em 1967. Foi eleito prefeito de Campinas pela primeira vez para o período de 1977 a 1982 pelo MDB. Nessa época fez oposição ao regime militar, mas sempre mantendo bom relacionamento com os militares. Em 82 renunciou ao cargo de Prefeito para se candidatar a deputado federal. Voltou ao cargo de Prefeito em 1997, pelo PPB, cumprindo mandato até 2000. Foi também vice-prefeito de José Roberto Magalhães Teixeira quando renunciou para candidatar-se a prefeito.

Na vida política, passou por algumas polêmicas, como em 2013, quando perdeu seus direitos políticos, após a Câmara Municipal de Campinas manter o veto do Tribunal de Contas do Estado e reprovar as contas de seu governo nos anos de 97 e 98. Em 2001, processou o ex-presidente Lula por danos morais, quando ele declarou que os três ex-prefeitos de Campinas anteriores a Toninho, do PT, assaltaram os cofres da cidade, mas o STJ decidiu por unanimidade que Lula não teria de indeniza-lo.

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