As confirmações de casos de zika vírus na região preocupam principalmente as grávidas, diante da possível relação com a microcefalia. Piracicaba já confirmou dois casos de zika em gestantes. Campinas tem 22 bebês com suspeita de microcefalia, sendo que três deles possivelmente relacionados ao zika.
Silvia Delman é do grupo “Mandala Coletivo de Doulas” que dá suporte e orientações a grávidas. Uma mudança nos encontros já é sentida diante do cenário no país, com as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. As futuras mães passaram a ter como principal companhia, o repelente. Elas estão preocupadas e com muitas dúvidas.
Se não bastasse, o repelente também é uma preocupação. Para Sheila Moraes, que está grávida de oito meses, a principal. Pelas dúvidas ainda em torno da relação da microcefalia com zika vírus ela prefere não arriscar com os produtos químicos, também pensando na saúde do bebê.
No portal Brasil que é um site governamental, algumas dúvidas sobre a microcefalia são esclarecidas por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Fiocruz.
Eles destacam que a microcefalia tem várias causas, sendo a mais frequente a relação com o vírus da rubéola e outros vírus, como o zika.
Sobre o período de mais risco na gestação, dizem que ainda há dúvidas também para área de saúde, mas até o momento, os primeiros três meses são os mais delicados, com mais chances de o vírus, seja ele qual for, ultrapassar a barreira da placenta. De qualquer forma, indicação é que os cuidados ocorram durante toda a gravidez.