O recadastramento de aposentados e pensionistas do Camprev (Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Campinas) realizado durante quase um ano constatou pagamentos indevidos a 40 beneficiários, que mesmo depois de mortos continuavam recebendo. Foram identificados pagamentos por períodos de até 5 anos após a morte do beneficiário, com depósitos irregulares que chegam a R$ 120 mil para apenas um segurado.
O Instituto abriu processos internos de investigação para buscar o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. De acordo com as normas, é de responsabilidade da família informar ao Camprev quando um beneficiário morre para que haja a suspensão do pagamento. A família que recebe o benefício de um segurado falecido comete crime de fraude previdenciária. O Camprev informou que foi solicitada uma consulta junto aos bancos sobre saques indevidos, cujo resultado sai em 10 dias.
Além desse procedimento, 500 segurados tiveram seus pagamentos suspensos por não terem atendido à convocação para atualização dos dados. Esse processo gerou uma economia de R$ 2 milhões. Desde 2004, o Camprev, que conta hoje com aproximadamente 8,5 mil beneficiários, entre aposentados e pensionistas, não passava por um recadastramento.