Em decisão publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas abriu mão da preservação de três imóveis que são parte da história da cidade. Entre os imóveis está a Usina Macaco Branco, de 1912. Os demais são as fazendas Roseira e Espírito Santo, no distrito de Sousas , datadas no século IXX. O motivo é para permitir a construção dos reservatórios de água bruta que aumentarão a segurança hídrica da região de Campinas. A usina e as fazendas serão inundadas para a construção dos reservatórios. A represa será feita pelo Departamento de Água e Energia Elétrica, no Rio Jaguari, e vai ocupar uma área de 2,1 quilômetros quadrados entre Campinas e Pedreira. Além da represa Jaguari, o Daee construirá mais uma no Rio Camanducaia, em Amparo. Para o historiador José Pedro Cristofoletti, embora o mérito seja relevante por garantir água para a população, a decisão de não preservar as fazendas e usina deveria ter sido discutida com a cidade.