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Desocupação da Mabe, em Campinas, preocupa Sindicato dos Metalúrgicos

Preocupado com a iminência de uma desocupação na Fábrica da Mabe, em Campinas, o sindicato dos metalúrgicos se reuniu com o comando do 47º Batalhão da Polícia Militar para pedir

Desocupação da Mabe, em Campinas, preocupa Sindicato dos Metalúrgicos
Preocupado com a iminência de uma desocupação na Fábrica da Mabe, em Campinas, o sindicato dos metalúrgicos se reuniu com o comando do 47º Batalhão da Polícia Militar para pedir que a ação não ocorra nos próximos dias. O sindicato quer que seja aguardada pelo menos a realização das duas audiências programadas para essa sexta-feira, duas […]

Preocupado com a iminência de uma desocupação na Fábrica da Mabe, em Campinas, o sindicato dos metalúrgicos se reuniu com o comando do 47º Batalhão da Polícia Militar para pedir que a ação não ocorra nos próximos dias. O sindicato quer que seja aguardada pelo menos a realização das duas audiências programadas para essa sexta-feira, duas da tarde, na 2ª. Vara de Hortolândia, quando o Juiz Eduardo Bigolin planeja realizar uma discussão sobre a gestão democrática da massa falida, com a presença de representantes dos trabalhadores e da massa falida. A outra audiência está programa para segunda-feira, duas da tarde, no Ministério Público do Trabalho, em Alphaville, quando apesar de terem sido convocados só representantes da massa falida, os trabalhadores prometem comparecer.

A Justiça determinou que a desocupação deve ser cumprida até dia 2 de Maio. O Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Sidalino Orsi Júnior, está preocupado com o a reação dos trabalhadores que estão acampados na MABE de Campinas no momento da desocupação. No último domingo a Polícia Militar cumpriu a desocupação na unidade de Hortolândia, que desde fevereiro estava ocupada por trabalhadores da empresa, que além de perderam seus empregos, não receberam direitos trabalhistas. Mil e novecentos trabalhadores da empresa estão nessa situação.

A falência da empresa foi decretada pela Justiça depois de três anos em recuperação judicial. De acordo com Sidalino, a massa falida conta com uma verba de R$ 80 Milhões, em depósitos judiciais de processos e teria negado usar esse dinheiro para quitar a dívida com os trabalhadores. A retomada da empresa com mudança de CNPJ, cm propõe a massa falida, não agrada os trabalhadores porque, segundo o sindicato, não garantiria a recontratação dos trabalhadores nem a manutenção dos salários e benefícios já conquistados.

Em resposta à informação do sindicato dos metalúrgicos de Campinas sobre a massa falida da Mabe ter disponível o valor de R$ 80 milhões e ter se recusado a pagar os trabalhadores, a administradora judicial do caso disse que a informação não procede. A administradora tem trabalhado para apurar quais os bens da massa falida e isso inclui questionar na Justiça a liberação de depósitos que possam ser disponibilizados para fim de pagamento das dívidas. Os processos, no entanto, estão em andamento e, hoje, não há fundos para pagamento das dívidas. Em audiência nesta sexta-feira com o sindicato, serão apresentadas as contas, processos e documentos sobre a gestão da massa falida.

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