Os preparativos para o desassoreamento da Lagoa do Taquaral, em Campinas, chamaram a atenção dos frequentadores do parque. A draga de sucção e drenagem ainda não está totalmente instalada e não tem data para começar a operar, mas deve ficar no local por seis meses. Parte do equipamento já está posicionada em um ponto próximo à caravela e nesta sexta-feira tubos eram interligados por quatro operários.
A remoção de sedimentos do fundo da lagoa já havia sido iniciada no ano de 2011, mas teve que ser paralisada logo depois por falta de verba. Desde então, vários prazos não foram cumpridos. Em dezembro, porém, a licitação foi aberta pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica. Rafael Krassuski caminhava na pista interna e passou pela tubulação que era instalada. Ele reclamou da demora para o início do processo.
Depois de pronto, o equipamento pode retirar até 250 metros cúbicos por hora de sedimentos do fundo da lagoa e eliminar os bancos de areia. Além de ajudar a preservar o local, o processo vai aumentar a capacidade da lagoa, que retém a água das chuvas e pode diminuir as enchentes. A obra do DAEE está orçada em 999 mil reais. Ao todo, a estimativa é de que até 63 mil metros cúbicos sejam removidos ao final do processo.
José Maria Lourenço também critica o que chamou de descaso da Prefeitura. Para ele, a remoção deveria ter acontecido faz tempo. Questionada sobre os trabalhos, a Secretaria de Serviços Públicos alegou que outros componentes do maquinário ainda devem chegar à cidade. Segundo a assessoria de imprensa, a remoção dos sedimentos não deve começar na próxima semana e por isso não estabeleceu previsão.