A empresa Gocil, terceirizada que presta serviços de segurança e limpeza há mais de 20 anos para a prefeitura de Campinas com cerca de 1500 funcionários atualmente, vai romper o contrato com o município com a alegação de não receber o repasse de verbas desde janeiro. Segundo o diretor superintendente da Gocil, César Leonel, a decisão foi tomada para preservar a empresa, já que os funcionários estão recebendo os vencimentos normalmente, causando prejuízos a saúde financeira da companhia.
Já a prefeitura contesta o posicionamento da Gocil. Segundo o secretário de administração de Campinas, Silvio Bernardin, realmente há um atraso no repasse, mas que não é suficiente para a quebra de contrato. Ele analisou ainda que essa é uma forma de pressão por parte da Gocil.
Segundo a lei de licitação um contrato pode ser rompido quando há atraso superior há 90 dias, prazo que a Gocil alega já ter sido ultrapassado. A prefeitura contesta e alega que um novo contrato foi assinado em 1 de abril, ou seja, há pouco mais de 40 dias. A Gocil informou ainda que vai tentar realocar o máximo de funcionários que conseguir em contratos na região, mas os demais, serão demitidos.