CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

PF cumpre mandados em Campinas durante operação contra corrupção na Previdência

A Polícia Federal, com apoio de auditores da Previdência Social, deflagrou nesta segunda-feira, nos Estados de Rondônia e São Paulo uma operação com o objetivo de desarticular uma organização criminosa

A Polícia Federal, com apoio de auditores da Previdência Social, deflagrou nesta segunda-feira, nos Estados de Rondônia e São Paulo uma operação com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à prática dos crimes de gestão fraudulenta e corrupção ativa, com atuação junto aos Institutos de Previdência de Porto Velho (Ipam) e também de outros cinco municípios de Rondônia. A Justiça Federal também determinou o afastamento do Presidente do Ipam e a proibição de cinco investigados frequentarem o local.

Em Campinas a polícia cumpriu um mandado de busca e um de condução coercitiva mas não detalhou a ação no município.  No Estado, a polícia também cumpriu dois mandados de busca em São Paulo, um mandado de busca e uma prisão temporária em Jundiaí e uma prisão temporária, uma condução coercitiva e três mandados de buscas na cidade de Cajamar.

Em toda a ação 73 policiais federais cumpriram 30 mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária, 19 de busca e apreensão, além de sete de condução coercitiva. Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo e Rondônia.

A investigação apurou que uma organização criminosa, formada por empresários, corretores de investimentos, lobistas e servidores públicos atuou com o fim de viabilizar a realização de aplicação de R$ 80 milhões do Ipam em fundos de investimentos “podres”, como contrapartida pela injeção de valores na campanha de reeleição do prefeito de Porto Velho.

Para atingir o objetivo, a organização criminosa procurou pressionar e corromper servidores públicos, mediante o oferecimento de propina. A organização criminosa pretendia captar R$ 250 milhões junto aos institutos de previdência de municípios de Rondônia para investi-los em fundos “podres”. Os investigados responderão, na medida das responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção ativa.

 

Compartilhe

Conteúdos