A confirmação pelo laboratório do Instituto Pasteur de um caso de raiva em um morcego no Jardim Chapadão, em Campinas, no mês passado, desencadeou uma série de ações educativas, levantamento da população e cobertura vacinal de gatos e cachorros de bairros nessa região, além de visitas a estabelecimentos veterinários (clínicas, pet shops, laboratórios, entre outros).
A iniciativa é da Secretaria de Saúde de Campinas, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses. O veterinário responsável, Felipe Vita Pedroso, explica que o objetivo é alertar a população sobre a importância de vacinar os animais domésticos e orientar sobre os procedimentos a serem tomados na presença de morcegos em residências.
O morcego encontrado na região do Chapadão estava dentro de um apartamento de um condomínio fechado. O comportamento desse animal quando está com da doença é a desorientação, voar durante o dia, ficar preso à parede ou caído no chão. A recomendação é para que as pessoas nunca toquem em morcegos, vivos ou mortos.
Felipe explica que os primeiros procedimentos no caso de encontrar um morcego nessa situação é afastar animais e crianças, virar um balde ou bacia sobre o animal e chamar os técnicos especializados pelo telefone 3245-1219. Ou, fora do horário comercial, acionar Defesa Civil, no telefone 199.
No ano passado foram confirmados 13 casos de raiva em morcegos em campinas e em 2015, Campinas registrou um caso de raiva canina, após 33 sem registros em animais desta espécie. Em 2014 e 2016, houve um caso de raiva felina em cada ano.
A raiva é uma doença que mata em 100% dos casos, inclusive nos humanos. Em Campinas, o último caso da doença em humanos aconteceu em 1981. Felipe alerta que o aparecimento de morcegos contaminados pode ocorrer em qualquer lugar, em áreas urbanas e rurais. A expectativa é que dois mil imóveis sejam visitados durante a operação nessa terça-feira.