CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Autor da chacina em Campinas queria reabertura de processo para tentar aumentar tempo de permanência com o filho

  A advogada do autor da chacina em Campinas que matou 12 pessoas na virada do ano afirmou que Sidnei Ramis Araújo queria que fosse aberta uma ação que tratava

Autor da chacina em Campinas queria reabertura de processo para tentar aumentar tempo de permanência com o filho
  A advogada do autor da chacina em Campinas que matou 12 pessoas na virada do ano afirmou que Sidnei Ramis Araújo queria que fosse aberta uma  ação que tratava da ampliação do horário de visita junto ao filho. De acordo com a decisão em 2015, ele poderia ver João Vitor Filier, de 8 anos, […]

 

A advogada do autor da chacina em Campinas que matou 12 pessoas na virada do ano afirmou que Sidnei Ramis Araújo queria que fosse aberta uma  ação que tratava da ampliação do horário de visita junto ao filho.

De acordo com a decisão em 2015, ele poderia ver João Vitor Filier, de 8 anos, filho dele com Isamara, em domingos intercalados, por um período de três horas.

Ana Fátima Caramati, advogada de Sidnei, disse que conversava com ele explicando que, com a decisão da justiça, as visitas sempre teriam que ocorrer com a presença da mãe ou de um responsável pela criança e o aconselhava a levar o filho a algum lugar público.

Mesmo assim, segundo a advogada, a relação entre Sidnei e Isamara era bastante conflitante. Para ela, a situação do seu cliente piorou depois que a ex-mulher ventilou a possibilidade de não permitir mais os encontros dele com o filho na casa dela.

A advogada comentou que chegou a falar com Sidnei para que ele procurasse uma terapia para que pudesse ter um equilíbrio ao longo de todo o processo judicial. Ela classificou como uma “loucura” o que Sidnei fez, se referindo a chacina ocorrida.

A advogada disse que soube da notícia no dia seguinte já que estava em viagem pelo Canadá. Ao saber que se tratava de seu cliente, ela disse não acreditar no ocorrido.

A chacina ocorreu na virada do ano depois que Sidnei pulou o muro da casa da ex-mulher e entrou atirando. Dentre os mortos, a própria ex-mulher e o filho de oito anos. Outras dez pessoas foram mortas, três ficaram feridas, dois adolescentes se esconderam em banheiros da casa durante a execução e uma mulher que estava com um bebê no colo foi poupada.

A arma que Sidnei usou, uma pistola 9mm, passou por perícia. Mesmo com a numeração raspada foi identificado o número mas já foi observado que ela não tem registro. Em um áudio gravado pelo assassino, ele afirma que comprou de uma viúva de um policial militar.

Conteúdos