Mesmo com a queda de 34% na oferta de empregos no CPAT – Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas – o local tem amanhecido lotado todos os dias de trabalhadores em busca de uma oportunidade. Essa queda foi em relação à 1ª quinzena de 2016. Se a comparação for com 2015, a queda foi ainda maior, de 78%.
O trabalhador, Fernando Luiz, que procura uma chance no setor de logística, percebeu a piora na oferta de vagas. A persistência é realmente grande. Alguns chegam a ir quase todos os dias ao CPAT em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. A profissão de Jeferson Aparecido dos Santos é de Operador de Máquinas, mas ele está se candidatando para outras áreas para ampliar as possibilidades.
Daiana de Almeida conta que está precisando se virar com bicos para pagar as contas. A Coordenadora do CPAT, Silvia Garcia, afirma que a crise econômica realmente causou um impacto muito intenso no mercado formal de trabalho. Entre as ocupações com maior oferta de vagas, Silvia cita o setor de serviços, mas destaca também a construção civil e a Indústria, áreas em que o CPAT fez um trabalho pontual intenso de captação de vagas junto à empresas.
O CPAT está realizando uma campanha para atrair empresas no cadastro do Centro de Apoio ao Trabalhador. Sílvia pede para eles façam uso dessa ferramenta, que é gratuita e agiliza o trabalho da empresa, realizando análise de currículos de candidatos. O CPAT também oferece cadastro via internet, que oferece as mesmas oportunidades para quem vai pessoalmente ao local.