Um projeto de lei na Câmara de Vereadores de Campinas causa polêmica e até indignação, principalmente em quem não é da cidade.
É que pela proposta as empresas prestadoras de serviços com mais de 15 funcionários terão que ter no quadro pelo menos 70% dos trabalhadores exclusivamente moradores do município.
Se o projeto passar, no serviço de Dirce Andrade, que mora em Sumaré e trabalha em Campinas, alguém vai ter que ser mandado em embora. Ela compara a medida a ações tomadas nos Estados Unidos, por Donald Trump.
Jairo da Silva passa pela mesma apreensão. Mora em Monte Mor, onde diz que o mercado trabalho é pequeno, sendo Campinas a opção para ele, mais um monte de gente.
O projeto é do vereador Jota Silva que o defende dizendo que a situação de emprego em Campinas está ruim. Sobre a região, destaca que ainda sobram os 30%.
Edna Véteri não será impacta se o projeto for aprovado, mas mesmo assim, questiona a legalidade.
O especialista em Direito Constitucional da Mackenzie, Antônio Isidoro Piacentin, até entende a intenção de Jota Silva, mas, como a entrevistada Edna, vê pontos ilegais, no âmbito do poder para legislar sobre assunto, da discriminação e da liberdade.
Dentro dos 70%, o projeto prevê uma obrigatoriedade para que 15% das vagas sejam ocupadas por mulheres. Cargos de chefia e que necessitem de qualificação não deverão seguir essas cotas. Se aprovado, o descumprimento da lei levará à suspensão de atividades por 24 horas, podendo até cassar o alvará em caso de reincidência.