Depois que o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, afirmou que vai descontar o dia parado do servidor que participar da greve geral na sexta-feira, o sindicato que representa a categoria informou que vai acionar a justiça para garantir o direito dos trabalhadores.
A greve geral vai acontecer em todo o Brasil, envolvendo trabalhadores do serviço público e de empresas privadas, que vão protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista. O sindicato dos servidores de Campinas pretende realizar dois atos com o funcionalismo público da cidade, com concentração no Largo do Rosário às 11 e as 16 horas.
A expectativa é de reunir um número elevado de servidores, mesmo com a possibilidade de que eles tenham o dia descontado. O sindicato informou que vai acionar a justiça para fazer prevalecer o direito de greve, já que a participação na greve geral havia sido protocolada no município no dia 19 de abril, como afirma a diretora da entidade, Rosana Medina.
A justificativa dada pela prefeitura sobre o desconto do servidor que aderir ao movimento contra as reformas trabalhista e previdenciária é que a de acordo com a legislação, o trabalhador recebe quando não está trabalhando apenas durante as férias ou licença para tratamento de saúde. A prefeitura de Campinas tem hoje cerca de 18 mil servidores.
Ainda sobre a greve geral, a Sanasa conseguiu uma liminar na Justiça que proíbe piquetes na entrada dos servidores na sede da empresa nesta sexta-feira.