Projeções da Fundação Seade apontam que a partir de 2030 em Campinas, a faixa etária com mais de 60 anos irá triplicar superando a de crianças e adolescentes com menos de 15. Com a população envelhecendo, as preocupações são diversas, principalmente no âmbito de saúde. Hoje, nos parques públicos da cidade, os idosos disputam espaço com jovens atletas seja na pista de caminhada, seja em um local próprio, como as academias da terceira idade. Eles querem viver mais, melhor e estão colhendo os resultados.
Na rede convencional de saúde, essas práticas esportivas, que visam à prevenção e auxílio no controle doenças crônicas ganham espaço. Centros de Saúde de Campinas já oferecem dezenas de atividades. No CS do Tancredão, por exemplo, o esforço é tirar o idoso da espera no posto, levando-o ao Complexo Linear do Capivari, para aulas de alongamento. Luci Fonseca é agente administrativa da unidade e está à frente da mobilização.
Senhorinha Lima de 74 anos é prova de que compensa espantar a preguiça. Ela tem problemas de circulação e osteoporose. Há dois anos participa das atividades alternativas e o ganho para saúde surpreende.
Um complemento importante na melhor idade é a alimentação. Na unidades de saúde também há atividades nesse sentido, como a realizada pela nutricionista, Daniela Silva Dalban.
O olhar para os idosos vem em um cenário de encolhimento da população de Campinas de forma inédita. A previsão é que o crescimento populacional de 0,8% ao ano entre 2010 e 2015, comece a cair progressivamente até se tornar negativo. Entre 2040 e 2050, a cidade deverá perder 30 mil pessoas, chegando ao fim do período a 1,2 milhão de habitantes.