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PF cumpre 24 mandados de prisão em esquema que causou R$ 3 bi de prejuízo

A Polícia Federal realiza, nesta manhã de terça-feira, a operação Rosa dos Ventos, para apurar crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsificação de títulos públicos e negociações envolvendo

PF cumpre 24 mandados de prisão em esquema que causou R$ 3 bi de prejuízo
Viatura em frente ao Edifício Trade Tower (Foto: Danilo Braga)

A Polícia Federal realiza, nesta manhã de terça-feira, a operação Rosa dos Ventos, para apurar crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsificação de títulos públicos e negociações envolvendo pedras preciosas. O prejuízo apurado totaliza 3 bilhões de reais em impostos sonegados e multas não pagas.

Policiais cumprem 36 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão temporária, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal.

Nesta manhã, a concentração dos policiais se dá em um prédio Empresarial da Avenida Norte Sul que é uma das principais de Campinas onde funcionariam empresas de fachada e também escritórios de advocacia que estariam envolvidos nesse esquema.

O inquérito foi instaurado em março de 2013, após fiscalização da Receita Federal constatar sonegação fiscal em uma distribuidora de combustíveis de Paulínia. Ao longo da investigação, a PF apurou que as distribuidoras de combustível eram registradas em nome de ‘laranjas’ e que não recolhiam os tributos que incidem sob a atividade. Com margens de lucro maiores e preços menores, empresas concorrentes foram obrigadas a fechar devido à concorrência desleal.

Ao mesmo tempo, há provas de que os investigados falsificavam títulos da dívida pública da União. Os papéis eram usados para aumentar o capital social das empresas e obter financiamentos. Apenas um dos títulos falsificados representaria uma dívida de 32 bilhões de reais para resgate em maio de 2003.

A investigação aponta que foram criadas dezenas de empresas, todas colocadas em nome de ‘laranjas’ para ocultar os verdadeiros proprietários, cujo patrimônio pessoal era protegido por meio de empresas off-shore localizadas em paraísos fiscais e por meio de empresas de participação abertas em nome dos filhos.

No curso das investigações também foram produzidas provas de evasão de divisas, fraudes envolvendo pedras preciosas e fraudes à execução processual para frustrar direito de terceiros, sobretudo o fisco. Um lote de pedras preciosas que os membros da organização criminosa dizem lhes pertencer estava sendo negociado por 650 milhões de dólares.

Os investigados responderão pelos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes de mineração, evasão de divisas, crimes de mineração e falsificação de papéis públicos, com penas de seis meses a dez anos de prisão e multa.

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