O cruzamento das ruas Porto Ferreira e Joaquim de Paula Souza é um ponto de descarte de lixo no Jardim Baronesa, em Campinas. Os moradores e trabalhadores estão acostumados com os restos de materiais de construção, galhos, plantas, e embalagens de plástico. Os detritos ficam no meio da via, em uma ilha sinalizada por blocos de concreto, e incomodam quem passa ali todos os dias.
Diane Gonçalves se preocupa com a proliferação das larvas do moquisto aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ela trabalha próximo ao local e conta que é comum ver os materiais sendo jogados na área pelos próprios moradores do bairro.
Valquíria do Carmo reclama do que considera falta de educação da própria população. Por isso cobra mais respeito dos vizinhos. Apesar disso, também pede um trabalho mais intenso de fiscalização e de limpeza por parte das equipes da Prefeitura da cidade.
O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, confirma que o ponto é conhecido pela Pasta e promete uma nova remoção. Paulella também reconhece que o problema acontece em outros bairros e lamenta a falta de uso dos 22 ecopontos do município. Os espaços são destinados aos pequenos geradores de lixo. Para empresas, existe a usina de reciclagem de materiais de construção.
Além disso, o responsável pela Pasta de Serviços Públicos afirma que as ações de fiscalização serão intensificadas por toda a cidade. O trabalho, com o apoio da Guarda Municipal e do Ministério Público, costuma resultar em apreensões de caminhões e processos.