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Dez pessoas morrem em duas chacinas em Campinas

Dez pessoas morreram em Campinas em menos de 12 horas. As mortes aconteceram em duas chacinas entre o domingo e esta segunda-feira. Para a psicóloga forense, Maria de Fátima dos

Dez pessoas morrem em duas chacinas em Campinas
Dez pessoas morreram em Campinas em menos de 12 horas. As mortes aconteceram em duas chacinas entre o domingo e esta segunda-feira. Para a psicóloga forense, Maria de Fátima dos Santos, os crimes tem a mesma motivação: o ódio. Porém, possuem uma série de detalhes diferentes. No primeiro caso, a hipótese é de acerto de […]

Dez pessoas morreram em Campinas em menos de 12 horas. As mortes aconteceram em duas chacinas entre o domingo e esta segunda-feira. Para a psicóloga forense, Maria de Fátima dos Santos, os crimes tem a mesma motivação: o ódio. Porém, possuem uma série de detalhes diferentes.

No primeiro caso, a hipótese é de acerto de contas e ainda não é possível determinar se o mandante estava entre os autores das quatro execuções. No outro, o atirador tirou a própria vida após matar o pai, duas irmãs, um vizinho e o atual companheiro da ex-namorada, que segue internada no HC.

Os cinco assassinatos e o suicídio aconteceram na manhã desta segunda e apresentam indícios de que a ação foi planejada com antecedência. De acordo com a psicóloga forense, a prova disso é o fato de Antônio Ricardo Gallo ter conseguido se deslocar entre dois endereços distantes na cidade.

Ele percorreu cerca de 30 km entre o distrito de Sousas, onde matou quatro pessoas, e a Vila Padre Manoel de Nóbrega, onde matou uma e feriu outra. Por fim, foi perseguido e cercado pela Polícia Militar e se matou durante a fuga. Para Maria de Fátima, essa decisão também teria sido planejada por ele.

Já as quatro vítimas da noite de domingo tinham entre 16 e 22 anos e estavam em um baile funk. Eles foram retirados da festa por três homens armados. Em seguida, foram colocados em um carro, levados para o um terreno baldio e executados com tiros na cabeça. Não há ainda pistas sobre os criminosos.

Somados os números da Secretaria de Segurança Pública do Estado com esses nove homicídios, o índice deste crime subiu 35,8% entre 2016 e este ano. Em dez meses do ano passado, foram 92 mortes em Campinas. Com esses casos, de janeiro a outubro de 2017, os dados já chegam a 125 no município.

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