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Motoristas de apps temem prazo curto para obter autorização

A lei dos aplicativos de transporte individual em Campinas entra em vigor no dia 15 de fevereiro, mas os motoristas que trabalham na cidade reclamam que ainda não sabem onde,

Motoristas de apps temem prazo curto para obter autorização
A lei dos aplicativos de transporte individual em Campinas entra em vigor no dia 15 de fevereiro, mas os motoristas que trabalham na cidade reclamam que ainda não sabem onde, como e quando tirar o Certificado de Autorização. O documento é exigido pela Prefeitura, mas o maior temor de Edson Elias é de que o […]

A lei dos aplicativos de transporte individual em Campinas entra em vigor no dia 15 de fevereiro, mas os motoristas que trabalham na cidade reclamam que ainda não sabem onde, como e quando tirar o Certificado de Autorização.

O documento é exigido pela Prefeitura, mas o maior temor de Edson Elias é de que o prazo seja anunciado em cima da hora. Ele dirige pelos apps Uber, Cabify e 99 Pop e cita também outros pontos obrigatórios da nova regulamentação.

Além das permissões e inspeções veiculares, ele conta que buscou se informar com órgãos da Administração sobre outras garantias pedidas na lista, como o comprovante de inscrição no Cadastro Municipal de Receitas Mobiliárias.

Mesmo assim, conta que não recebeu qualquer tipo de recomendação ou orientação e por isso pede que um anúncio seja feito logo pela Emdec para que os motoristas desses serviços não fiquem a mercê de apreensões e multas.

Proposta pelo Executivo, a lei foi aprovada no final de 2017 na Câmara de Vereadores depois de passar por mudanças. O texto prevê ainda, por exemplo, que o carro seja emplacado na cidade e que o condutor more no município.

Questionada, a Emdec respondeu em de nota que “oportunamente” vai divulgar “todas as orientações para empresas e motoristas prestadores do serviço”.

Atualização e posicionamento das empresas

Em nota, a 99 disse que considera restritiva a lei sancionada ao limitar a oportunidade de trabalho e renda dos motoristas. A empresa segue em diálogo com o poder público para reverter os pontos que prejudicam passageiros, motoristas e a mobilidade da cidade. Diz ainda que vai tomar todas as providências para assegurar a todos o direito de trabalhar e se locomover em Campinas e região. Por fim, disponibilizou o site 99app.com onde tem um guia online com um passo a passo para adequação do motorista de Campinas à nova legislação que inclui orientações sobre a emissão do Certificado de Autorização (CA).

Já a Uber informou que durante o debate sobre a regulamentação do transporte individual privado em Campinas, defendeu que a criação de burocracias semelhantes à concessão de “alvarás” era uma tentativa de encaixar a inovação em modelos ultrapassados,sem considerar os benefícios dos avanços tecnológicos. A Uber está à disposição da Prefeitura para ajudar a criar um procedimento mais prático e flexível, que reduza a burocracia para os motoristas parceiros obterem o Certificado de Autorização.

Em outras cidades em que a regulamentação contém instrumento semelhante, a solução adotada para tornar o processo menos burocrático foi centralizar as informações nas empresas de aplicativos, que ficam responsáveis por recolher e enviar a documentação ao Poder Público.

A Cabify também se posicionou informando que o Poder Legislativo de Campinas não ouviu a população diante da aprovação da Lei ignorando as manifestações contra diversos pontos do conteúdo do PL em redes sociais, carreatas e também a regulamentação ainda em discussão no Congresso Nacional.

Informou também que está analisando as medidas cabíveis e também os impactos, inclusive financeiros, para os motoristas parceiros e também usuários no município. A empresa disse ainda que a necessidade de ter domicílio fiscal no município, sob pena de ter que recolher o valor de 2,25%, além do 1% devido pela utilização do viário urbano e ISS, é uma medida inconstitucional e tem caráter meramente expropriatório, pois eleva o custo tributário de forma desmedida.

Por fim, esclareceu também que enviou consulta formal à EMDEC solicitando esclarecimento sobre diversos pontos até então obscuros relacionados à operacionalização da obtenção do CA, mas ainda não teve uma resposta.

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