De acordo com investigações da Polícia Federal reveladas na “Operação Prato Feito”, políticos da região de Campinas teriam recebido mais de R$ 500 mil em propinas por meio de licitações da área de educação e saúde. Recursos seriam desviados de verbas federais para a aquisição de merenda, material escolar, uniformes e produtos de limpeza.
Segundo a investigação, o prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini, do PDT, teria recebido R$ 150 mil de um lobista durante um processo de licitação na área da Saúde.
O prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho, do PP, teria recebido R$ 250 mil, durante a campanha eleitoral, também de um lobista que, segundo a Polícia Federal, se dizia representante de empresários, que receberiam contratos públicos em uma eventual gestão.
Já o prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, do PTB, teria recebido propina para beneficiar empresas em licitações. O valor não foi revelado.
Em Cosmópolis, a investigação apura se o secretário de Saneamento Básico, Celso Evangelista Martins, teria recebido uma mochila com dinheiro em espécie, que será destinado ao prefeito José Pivatto, do PT.
A operação ainda investiga possíveis irregularidades em contratos nas cidades de Monte Mor, Santo Antônio de Posse, Águas de Lindóia e Mogi Guaçu.
A Prefeitura de Hortolândia se pronunciou por meio de nota e afirmou que o nome do prefeito Angelo Perugini foi citado por lobistas e empresários, mas o chefe do Executivo não participa de licitação. Sobre a empresa que atua na área da Saúde no município, a administração admite relação comercial, mas contesta as denúncias sobre propina. Ainda de acordo com o texto, o prefeito está à disposição da Justiça.
Também de acordo com a assessoria, a Prefeitura de Paulínia negou ter conhecimento sobre um suposto repasse irregular de R$ 250 mil para Dixon Carvalho.
A Prefeitura de Holambra disse que “as alegações relacionadas ao prefeito” são falsas e que Fernando Fiori de Godoy está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
A administração municipal de Cosmópolis informou que o atual secretário de Saneamento Básico não ocupava o cargo em setembro de 2016, quando se reuniu com o coordenador de campanha do atual prefeito e ofereceu serviços. A mochila continha apenas material publicitário. A nota afirma ainda que as denúncias não envolvem a pasta, e sim a área de Educação, com contratos firmados na gestão anterior e já encerrados.
O prefeito de Mogi Guaçu, Walter Caveanha, do PTB, afirmou que a Polícia Federal apreendeu um notebook e um aparelho de telefone celular na casa dele, mas nenhum documento referente a licitações.
O ex-prefeito de Águas de Lindóia, Toninho Nogueira, do DEM, negou ter recebido qualquer valor indevido.