Dos 30 arcebispos que receberam o pálio diretamente do Papa, somente Dom Airton José dos Santos é brasileiro. Esta é a segunda vez que ele recebe a vestimenta, que é usada sobre os ombros e representa a missão pastoral.
Ex-arcebispo de Campinas, Dom Airton atualmente está à frente da Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais, e recebeu a faixa de pano de lã branca do Papa Francisco durante a solenidade dos Santos Pedro e Paulo.
O tecido representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros e é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição. Para Dom Airton, o recebimento do pálio aumenta o compromisso com a fé.
Originalmente o pálio era usado pelos filósofos e na arte paleocristã. Nele eram pintados Jesus e os apóstolos. Com o passar dos anos, foi adotado pela Igreja Cristã. Nos primeiros séculos do cristianismo foi adotado pelos bispos.
Através das iconografias, o uso foi ligado também a santos. Entre eles, por exemplo, Santo Ambrósio, Santo Atanásio, Santo Inácio de Antioquia e São Hilário. O primeiro caso de imposição a um bispo remonta ao ano 513.
Foi a partir do século IX que o pálio ganhou o formato atual em “Y”, com as duas extremidades descendo abaixo do pescoço até o meio do peito e nas costas e se tornando a marca registrada dos arcebispos metropolitanos.