Trabalhadores da Unicamp bloquearam acessos da Universidade Estadual de Campinas na manhã desta sexta-feira (29/06). Eles estão em greve a mais de um mês, reivindicando um reajuste salarial de 12%. A reitoria sinaliza para 1,5% e o diretor do sindicato dos funcionários, Rafael Jorge, questiona tal postura.
O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, reiterou que não dá para passar de 1,5%.
Segundo a Unicamp, se o reajuste for de 12%, o impacto anual das contas fica em R$ 218 milhões. No caso de 1,5$, em torno de R$ 26 milhões.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores da Unicamp pedem aumento nos benefícios e criticam a falta de profissionais, principalmente na área da saúde, o que prejudicaria o atendimento e os próprios funcionários.
O protesto recebeu apoio, mesmo de pessoas que ficaram paradas no trânsito na Romeu Tórtima ou Guilherme Campos e tiveram que ir a pé até Unicamp, diante dos bloqueios dos grevistas.
Foi o caso de Márcia Tavares.
Outros, não aprovaram o protesto diante do transtorno no trânsito. Monique Caroline estava com a filha no colo, correndo para não perder a consulta no HC.
O grupo Unicamp Livre também se posicionou sobre a situação se colocando contrário ao que chamou de “arbitrário bloqueio das três entradas da Unicamp”, ressaltando que os “trabalhadores tem o direito de defender os seus interesses e sua campanha salarial (…) desde que não prejudiquem os interesses do conjunto da comunidade Unicamp.”