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Polícia Federal investiga visita de comitiva da Guiné Equatorial ao Brasil

Um inquérito será aberto pela Polícia Federal para apurar com quem iria se encontrar a comitiva da Guiné Equatorial que teve dinheiro e bens não declarados apreendidos no Aeroporto de

Polícia Federal investiga visita de comitiva da Guiné Equatorial ao Brasil
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Um inquérito será aberto pela Polícia Federal para apurar com quem iria se encontrar a comitiva da Guiné Equatorial que teve dinheiro e bens não declarados apreendidos no Aeroporto de Viracopos durante o final de semana. Foram confiscados itens no valor de US$ 16 milhões, incluindo joias e relógios, além de quantias em dólares e reais.

Todos os itens estavam em duas malas não diplomáticas da delegação e não foram declarados, e, por isso, foram apreendidos. O dinheiro, US$ 1,5 milhão em espécie, ficará retido junto ao Banco Central, enquanto as joias e relógios irão a leilão.

A comitiva tinha 11 pessoas, incluindo o vice-presidente de Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mang, que também é filho do ditador do país. Eles chegaram à Viracopos na manhã da última sexta-feira, 14, a bordo de um Boeing 777-200 de propriedade do governo de Guiné Equatorial. A comitiva ficou detida por quase dois dias no aeroporto, sendo liberada na manhã de domingo, 16, quanto retornou ao país africano.

O auditor da Receita Federal que acompanhou a fiscalização disse em depoimento à Polícia Federal que os integrantes da comitiva foram alertados que deveriam submeter às malas a inspeção para poder entrar no país com elas.

Os dois integrantes da comitiva que carregavam as malas afirmaram aos auditores que as bagagens continham itens pessoais do vice-presidente e, por isso, eles não iriam submetê-las à inspeção.

O secretário da Embaixada da Guiné Equatorial, Leminio Mikue, disse em depoimento à Polícia Federal que o vice-presidente veio ao Brasil para tratamento médico, e que o dinheiro, cerca de US$ 1,5 milhão de dólares, seria utilizado em uma missão oficial que ocorreria posteriormente em Singapura.

Ainda segundo o secretário, as joias e relógios seriam de uso pessoal do vice-presidente Teodoro Obiang Mang, que é o filho mais velho do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Mbasogo, e vice-presidente desde 2016. O pai dele é ditador do país há 39 anos.

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