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Depoimento de réu reforça exigências de Gustavo de Godoy

Em depoimento feito na sede do Gaeco em Campinas no final de novembro, o ex-diretor da OS Vitale, Ronaldo Foloni, reforçou que o contrato com o médico Gustavo de Godoy,

Depoimento de réu reforça exigências de Gustavo de Godoy
Foto: Reprodução/Dilvugação Gaeco do Ministério Público

Em depoimento feito na sede do Gaeco em Campinas no final de novembro, o ex-diretor da OS Vitale, Ronaldo Foloni, reforçou que o contrato com o médico Gustavo de Godoy, que também está preso, foi firmado após várias exigências.

Detido há mais de um ano por envolvimento nos desvios de cerca de R$ 25 milhões da saúde municipal, Foloni diz que o acordo com a empresa de radiologia foi feito após solicitação do dono da OS, Daniel Câmara.

O pedido seria a forma da Vitale amenizar as críticas que poderiam ser direcionadas à administração do hospital pelo pai de Gustavo e dono do jornal Correio Popular, Sylvino de Godoy, que também pressionou pela contratação.

No vídeo liberado pelos promotores do Ministério Público, Ronaldo Foloni detalha que chegou a dizer ao empresário que não poderia pagar ao filho dele o valor mensal exigido, R$ 60 mil, considerado acima da média do mercado.

O relato também confirma o que foi dito pelo próprio Daniel Câmara, um dos delatores do esquema, sobre o montante oferecido a Gustavo: R$ 15 mil. Ao recusar a proposta, ele teria exigido R$ 40 mil e pedido um reajuste posterior.

Questionado se o médico radiologista era visto com frequência no hospital, Foloni afirma que a presença dele era maior no período em que esteve à frente da direção do Ouro Verde, nos primeiros meses da gestão da Vitale em 2016.

Foloni foi ouvido no dia 28 de novembro, no mesmo dia em que o ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, prestou depoimentos na sede do Gaeco. Bernardin também está preso acusado de ter feito três exigências à OS.

Além de ter reforçado o pedido pela contratação da empresa de radiologia de Gustavo de Godoy, ele teria exigido a contratação de uma lavanderia e de um laboratório. O desvio total com as prestadoras teria chegado a R$ 2,2 milhões.

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