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População de Campinas tenta voltar à rotina após forte temporal

A população de Campinas amanheceu nesta sexta-feira tentando voltar à rotina após o temporal do dia anterior, que causou a morte do motociclista, Maurílio Torres Peres, de 41 anos. Ele

População de Campinas tenta voltar à rotina após forte temporal
Foto: Valéria Hein

A população de Campinas amanheceu nesta sexta-feira tentando voltar à rotina após o temporal do dia anterior, que causou a morte do motociclista, Maurílio Torres Peres, de 41 anos. Ele morreu quando trafegava pela via e foi surpreendido pela força da água que descia pela Rua Joaquim Roberto de Azevedo Marques. Jaime Bispo, manobrista de uma padaria que fica no local, presenciou o momento em que ele foi prensado na guia pela enxurrada.

Na Avenida Orosimbo Maia, na altura da Avenida Brasil, uma mulher foi resgatada de dentro de um carro, no meio da forte correnteza, graças ao heroísmo de funcionários de uma concessionária de motos. Entre eles, Diego da Silva Lopes, conta que foi necessário utilizar um cabo de aço. A rua que teve mais danos no asfalto foi a Barão de Jaguara, que, segundo relatos de comerciantes, ficou semelhante a um rio com forte correnteza.

A via foi bloqueada a partir da Rua Ferreira Penteado para reparos no quarteirão com a Rua Conceição, como explica Cláudio Mollo, Diretor do Departamento de Parques e Jardins, que ocupa a função de Secretário de Serviços Públicos interino, durante as férias de Ernesto Paulella. Na feira de artesanato da Praça Bento Quirino, Sônia Queirós conta que a tempestade espalhou cadeiras, parte das coberturas e objetos comercializados pelos artesãos. Também na região central, a enchente na Rua Delfino Cintra causou indignação de comerciantes.

O trabalhou de recuperação e limpeza das vias começou na mesma noite do temporal. Foram mobilizadas 1.200 pessoas, além de 30 caminhões e dez máquinas. A Prefeitura de Campinas informou que realizou estudos técnicos sobre as obras necessárias em vias afetadas por enchentes, garantindo estar  buscando financiamento, que ainda não ocorreu por causa  da crise econômica que atinge o País. Na região da Orosimbo Maia, foram 64 milímetros de chuva em cerca de 1h40, volume esperado para aproximadamente uma semana. Segundo o CEPAGRI da Unicamp, o vento atingiu 73,2 km/h, às 17h20.

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