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Campineira pode ter sido usada por partido como laranja nas eleições

Uma líder comunitária de Campinas é suspeita de ter sido usada como laranja pelo partido dela nas eleições do ano passado. Aparecida Custódio dos Santos (PR), conhecida como Bugra, foi

Campineira pode ter sido usada por partido como laranja nas eleições
(José Cruz/Agência Brasil)

Uma líder comunitária de Campinas é suspeita de ter sido usada como laranja pelo partido dela nas eleições do ano passado.

Aparecida Custódio dos Santos (PR), conhecida como Bugra, foi candidata a deputada estadual e recebeu mais de R$ 500 mil em verbas do fundo partidário para a campanha. Porém, ela conseguiu apenas 507 votos e não foi eleita.

Essa campanha foi a primeira na qual o fundo partidário dispôs de recursos exclusivos para mulheres, e mulheres tiveram candidaturas de fachada para repassar os valores a candidatos homens.

Foi instaurado um inquérito nos ministérios públicos Estadual e Federal em São Paulo para investigar 60 candidaturas como essa em SP. Outras 42 candidatas devem justificar o recebimento de valores significativos e o fato de terem obtido poucos votos.

De acordo com o Ministério Público, os partidos inscreveram mulheres para preencher a cota e direcionar recursos. Ao preencher 30% das vagas com candidatas mulheres, o partido garante participação no fundo eleitoral.

Bugra afirma que não participou de nenhum esquema para direcionamento de verba para outro candidato. O partido garante que os repasses do fundo foram feitos dentro da lei.

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