A Secretaria de Saúde de Campinas determinou que os casos suspeitos de dengue sejam tratados como prioridade em todos os 65 Centros de Saúde do município. As unidades terão de fazer o acolhimento dos pacientes com sintomas da doença e, se necessário, coleta de exames e hidratação. O último balanço divulgado pela secretaria nesta segunda-feira, apontou que Campinas tem 799 casos confirmados de dengue, sendo a região noroeste a com maior incidência, com 370 registros.
Foram estabelecidas duas unidades de referência na rede, o Centro de Saúde São Bernardo, que é próximo ao Hospital Mário Gatti, e a Unidade de Pronto Atendimento do Campo Grande, que fica na região mais afetada pela dengue. Os dois serviços terão cada um uma equipe exclusiva para atender casos da doença, com enfermagem, médico, coleta de exame e sala de hidratação. O primeiro já está em funcionamento e o segundo está em fase de organização.
De acordo com a diretora do Devisa, Andreia Von Zuben, os pacientes passarão, em qualquer uma das unidades de saúde, por uma classificação de risco. Ela explica que aqueles que apresentarem sintomas leves da doença, não serão considerados prioritários e por isso, a orientação é sempre procurar o posto de saúde mais próximo para avaliação. A secretaria de saúde de Campinas informou ainda que continuam as ações de controle de criadouros e nebulização nas regiões afetadas pela doença, que são priorizadas de acordo com o número de casos. Também estão sendo realizadas ações educativas em escolas.