A sede do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e residências de dirigentes da entidade foram alvos da Polícia Civil, que cumpriu na manhã desta segunda-feira nove mandados de busca e apreensão nestes locais. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos, além de dois veículos.
A investigação é sobre furto qualificado, organização criminosa lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e teve início após denúncia de dirigentes do próprio sindicato, como explica o vice-presidente da entidade, Izael Soares de Almeida.
Izael afirma que os mais prejudicados são os trabalhadores da categoria. O delegado titular da DIG, José Carlos Fernandes da Silva, explica que foi constatada suspeita de evolução patrimonial incompatível com a renda das pessoas envolvidas. Além dos dirigentes, podem estar envolvidos familiares, empresas e laranjas, que teriam recebido bens dos envolvidos para ocultar a procedência do dinheiro.
O sindicato é presidido por Matusalém de Lima, que chegou a ser preso em março de 2008 por suspeita de participação em suposto esquema de extorsão. O Sindicato dos Rodoviários de Campinas possui 23 diretores, cerca de 2 mil associados e a Polícia estima que a arrecadação anual da entidade é de R$ 7 milhões.