O Ministério Público de Sumaré solicitou à justiça o afastamento dos vereadores Márcio Júnior Brianes (PC do B) e Edgardo José Cabral (PRB). Cabral, que é também vice-presidente da Câmara, é acusado de desviar combustível da Câmara. Já Brianes teria utilizado documentos falsos para ser nomeado em um cargo comissionado na câmara em 2015, quando ainda não era vereador.
O promotor do MP, Gaspar Pereira da Silva Júnior, denunciou os dois vereadores por improbidade administrativa. Cabral ainda poderá responder por peculato, e Brianes por falsificação de documento público e utilização de documentação falsa.
Para desviar combustível, Cabral apresentaria, ao posto contratado pela Câmara, solicitações de abastecimento com volume de combustível superior ao suportado pelos veículos do legislativo. A diferença seria colocada no carro particular do vereador, que nega as acusações.
Já Brianes teria falsificado um documento para assumir o cargo de diretor administrativo da câmara, que exige nível superior completo e pós graduação. Ele teria apresentado diplomas de 2013 e 2015 da Universidade Metodista de São Paulo, que afirmou que o único curso concluído pelo vereador na instituição foi o de Teologia, e no ano de 2016. O vereador afirma não ter pós-graduação e afirma não ter falsificado o documento, mas não soube explicar ao MP como assumiu o cargo mesmo sem ter os requisitos necessários.