A Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Campinas realizou nesta terça-feira um debate público com o secretário municipal de Saúde, Cármino de Souza, para detalhar e discutir o projeto de lei, elaborado pela prefeitura, que cria o Mais Médicos Campineiro. A proposta pretende diminuir o déficit de médicos nas unidades de saúde da cidade, após a saída dos profissionais cubanos do programa do Governo Federal. A proposta prevê a contratação de 120 vagas com bolsas de R$ 11 mil mensais custeadas pela municipalidade e uma carga horária de 40 horas semanais.
Ainda de acordo com a matéria, a qualificação dos profissionais se dará por meio da oferta de curso de especialização lato sensu ou programa de residência médica, ambos em medicina de família e comunidade, em parceria com as Faculdades de Medicina da Unicamp, da PUC Campinas e da São Leopoldo Mandic, e com a Rede Mário Gatti. Para o secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Sousa, é importante incentivar a formação de médicos especialistas na saúde da família, para que a rede básica da cidade consiga criar um quadro suficiente para garantir o atendimento da população. Ele acredita que com o programa e com a parceria das faculdades, será possível alcançar esse objetivo num futuro próximo.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cecílio Serafim dos Santos, avaliou positivamente o projeto do executivo, mas ressaltou a necessidade de que os médicos criem vínculos com a sociedade. O presidente da Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Campinas, vereador Pedro Tourinho, do PT, aprovou o projeto Mais Médicos Campineiro e disse que a prefeitura está assumindo sua responsabilidade na formação da mão de obra da saúde. O projeto Mais Médicos Campineiro será votado em segunda discussão na Câmara de Campinas, na sessão ordinária desta quarta-feira. Se for aprovado, o projeto de lei será encaminhado para a sanção do executivo.