A Câmara de Campinas realizou um debate sobre a inclusão de crianças com necessidades especiais, principalmente o autismo, nas escolas públicas do município. Hoje, as escolas da cidade não estão preparadas para atender essa demanda, principalmente pela falta de recursos humanos. A principal queixa é da falta de psicólogos nas escolas públicas. Para a psicóloga e supervisora do grupo Conduzir, Giovana Vasconcelos, os profissionais de saúde devem ter acesso a educação inclusiva. Caso isso não ocorra, o desenvolvimento das crianças com autismo estará comprometido.
Sueli de Sousa Cipriano é mãe de uma menina de sete anos, que é autista.Ela afirma que as escolas públicas de Campinas não estão preparadas para atender crianças com necessidades especiais. Para o presidente da Comissão de Educação e Esportes, Gustavo Petta, é preciso envolver os agentes da área para garantir o cumprimento das metas de inclusão do município. Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, vereador Carlão do PT, afirma que as diretrizes já compõem o plano de educação do município, que não é cumprido. Ele afirma que os pais de aluno estão acionando a justiça para fazer valer o seu direito.
Atualmente existem cerca de mil crianças que necessitam de algum tipo de atendimento especial nas escolas públicas de Campinas.