A Câmara de Valinhos vota na sessão de hoje o projeto de lei que prevê a redução no número de assessores comissionados de três para dois por gabinete. Apesar de desonerar os gastos municipais, a proposta corre sério risco de não ser aprovada porque pode extinguir muitos cargos comissionados. Isso porque apenas três parlamentares demonstraram apoio à proposta apresentada pela mesa diretora da Câmara. Foram eles, Dalva Berto, Israel Scupenaro e Roberson Costalonga, todos do MDB.
Caso o projeto seja aprovado, serão extintos 17 dos 51 cargos comissionados com salário mensal de R$ 8 mil, o que irá gerar uma economia de cerca de R$ 1,5 milhão ao ano. Os assessores têm benefícios como convênio médico e um tíquete de R$ 250,00 ao mês. Nas ruas de Valinhos, a população faz coro aos vereadores que apoiam o projeto. A presidente da Câmara de Valinhos, Dalva Berto, do MDB, disse que este é um momento em que as pessoas cobram moralidade dos governantes na gestão dos recursos públicos. Segundo ela, o exemplo precisa partir do poder público.
O projeto cumpre orientação da Justiça que determinou a diminuição do número de assessores. A redução se dá por dois motivos: o primeiro é excesso de assessores no Legislativo valinhense apontado desde 2002 pelo Tribunal de Contas de São Paulo e o segundo é uma ação que tramita no Tribunal de Justiça que exige redução no número de cargos ocupados por funcionários sem concurso público. No ano passado, a Câmara gastou cerca de R$ 10 milhões com a folha de pagamento, sendo que 42,3% deste valor referem-se ao custo dos assessores.