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Eleitores de Paulínia falam da reta final antes da Eleição Suplementar na cidade

Os eleitores de Paulínia vão às urnas neste domingo para eleger os novos prefeito e vice-prefeito da cidade. De acordo com a Justiça Eleitoral, 73.128 eleitores estão aptos a votar.

Eleitores de Paulínia falam da reta final antes da Eleição Suplementar na cidade
Foto: Danilo Braga

Os eleitores de Paulínia vão às urnas neste domingo para eleger os novos prefeito e vice-prefeito da cidade. De acordo com a Justiça Eleitoral, 73.128 eleitores estão aptos a votar. A Eleição suplementar foi marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por causa da cassação, de Dixon Carvalho e do vice, Sandro Caprino, por abuso de poder econômico e arrecadação ilícita de recursos na campanha de 2016.

A cidade conta desde novembro de 2018 com uma administração interina e nove chapas estão na disputa nesta Eleição de domingo. Quem ganhar a eleição vai governar a cidade por um curto período, ficando no cargo por um ano e meio, até 31 dezembro de 2020. Para os leitores, José Reinaldo Galieta e Alexandre Goulart, apesar do pouco tempo, é o possível para o novo prefeito fazer uma boa gestão. José Fernando não vota em Paulínia, mas está esperançoso com a nova Eleição. Dominique de Oliveira trabalha com divulgação e panfletagem e está animada nesta reta final.

Por causa de 12 idas e vindas no cargo de prefeito da cidade desde 2013, Paulínia vive uma instabilidade política, o que tem tirado a esperança de uma parte do eleitorado. A crise política em Paulínia começou em 2012, quando o ex-prefeito Edson Moura lançou candidatura, que foi barrada pela lei da ficha limpa, por suspeita de compra de votos.

Ele acabou renunciando um dia antes de concorrer e o filho dele o substituiu. Mas como não havia tempo para mudança na urna, a foto que apareceu foi a do pai. Edson Moura Junior foi eleito no dia 7 de outubro de 2012. No entanto, o Ministério Público Eleitoral considerou a eleição ilegal, alegando manobra para transferir votos de pai para filho. O registro do prefeito eleito foi impugnado e ele foi substituído pelo segundo mais votado, José Pavan Junior, que ficou no cargo apenas seis meses. Após recurso, o Tribunal Superior Eleitoral deu ganho de causa a Moura Júnior, que assumiu a Prefeitura em julho de 2013. Então começou uma briga judicial para que o novo prefeito continuasse no cargo.

A primeira saída de Moura Júnior aconteceu no dia 11 de abril de 2014, quando o então presidente da Câmara, Marquinhos Fiorella, assumiu pela primeira vez. Quatro dias depois, uma liminar permitiu a volta de Edson Moura Júnior para o cargo, com mais quatro idas e vindas até ser cassado definitivamente em fevereiro de 2015. Então, Sandro Caprino, presidente do Legislativo na época, assumiu por dois dias, até o 2º colocado, Pavan Júnior, ser chamado novamente. Ele ficou no cargo até o fim do mandato, dando lugar a Dixon Carvalho, que assumiu a prefeitura em janeiro de 2017.

Dixon Carvalho e o vice foram cassado em novembro de 2018 e mais uma troca de prefeito ocorreu. O presidente da Câmara de Vereadores, Du Cazellato foi empossado. Com a nova eleição da mesa-diretora da Câmara de Vereadores de Paulínia, um novo capítulo na troca de cadeiras teve início. Por ter sido eleito presidente da Câmara, o vereador Loira entendeu que teria direito ao cargo de prefeito, que ainda pertencia ao antigo presidente da casa, Du Cazellato, que por sua vez não abriu mão do cargo. Houve uma briga judicial, com mais idas e vindas entre os dois políticos. Até o Tribunal Regional Eleitoral deferir uma liminar favorável ao Loira, que assumiu em 23 de janeiro, na 12ª troca e como o sétimo político no cargo de prefeito de Paulínia desde 2013.

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