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Média de feminicídio em Campinas é maior do que a do estado

O feminicídio registrou um índice maior em Campinas do que no estado de São Paulo, segundo uma pesquisa publicada pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O estudo foi desenvolvido

Média de feminicídio em Campinas é maior do que a do estado
O feminicídio registrou um índice maior em Campinas do que no estado de São Paulo, segundo uma pesquisa publicada pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O estudo foi desenvolvido a partir da análise das declarações de óbitos registradas no município em 2015, que constatou a incidência de 3,18 casos desse tipo específico de crime para […]

O feminicídio registrou um índice maior em Campinas do que no estado de São Paulo, segundo uma pesquisa publicada pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O estudo foi desenvolvido a partir da análise das declarações de óbitos registradas no município em 2015, que constatou a incidência de 3,18 casos desse tipo específico de crime para cada grupo de 100 mil mulheres. Campinas supera o estado, que tem média de 2,4 casos a cada 100 mil mulheres, mas fica abaixo do índice nacional, com 4,8 para cada 100 mil mulheres.

Na cidade, as maiores vítimas são as mulheres brancas solteiras, mãe de um ou mais filhos, com ensino fundamental e idade na faixa dos 30 anos. Do total de mortes declaradas, 185 corresponderam a homicídios de homens e 26 de mulheres. Das 26 mulheres assassinadas, 19 foram vítimas de feminicídio, ou seja, foram mortas pelo simples fato de serem mulheres. Dentre elas, 60% foram vítimas do próprio companheiro. Duas estavam grávidas no momento da morte.

De acordo com uma das autoras da publicação na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Mônica Roa, os números são preocupantes, uma vez que eles revelam que grande parte dos casos é de autoria de homens conhecidos das vítimas. A delegada titular da segunda Delegacia de Da Mulher de Campinas, Maria Helena Taranto Joia, afirma que o primeiro passo para combater o feminicídio é incentivar as denúncias ao menor sinal de violência.

Ainda de acordo com o estudo, a maior parte dos crimes foi cometida no domicílio da vítima ou em via pública. O principal mecanismo de morte foi a arma branca, como machados e facas, seguida da arma de fogo e estrangulamento.

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