No Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de Agosto, o Brasil comemora ter se tornado referência mundial no combate ao cigarro, por ter conseguido reduzir em mais de 50% o número de fumantes nos últimos 25 anos.
No entanto, o tabagismo ainda gera um gasto anual para pacientes brasileiros de cerca de R$ 60 bilhões, com despesas médicas, perda de produtividade e faltas no trabalho, como explica o médico oncologista, André de Moraes, do Centro de Oncologia de Campinas.
Ele cita a preocupação com a dificuldade de eliminar o hábito entre os jovens. O risco de câncer de pulmão para os fumantes é cerca de 90% maior entre os que não fumam. Mas, de acordo com André de Moraes, o cigarro é responsável por potencializar os riscos de todos os tipos de cânceres.
As doenças do coração também são potencialmente mais prevalentes entre os fumantes, como explica Elaine Coutinho, cardiologista do Hospital PUC Campinas. Elaine alerta também para os riscos entre os fumantes passivos, que convivem de 8 a 10 horas com fumaça de cigarro. Os cigarros eletrônicos também são prejudiciais à saúde, podendo causar câncer e mutações genéticas.