Diagnosticada com doença de Parkinson há 10 anos, Fátima Alice Gressoni, de 52 anos, precisa utilizar diariamente um remédio que, segundo a família, parou de ser fornecido pela Farmácia de Alto Custo de Campinas há cerca de 4 meses. Desde então, o marido dela, Ismael Gressoni, tem se desdobrado para conseguir pagar do próprio bolso mais de mil reais por mês pelo medicamento Entacapona 200 MG.
A caixa custa quase R$ 170 e dá para seis dias. Acostumado a retirar o remédio na Farmácia de Alto Custo, que é do Governo do Estado, na Rua Setembrino de Carvalho, no bairro Ponte Preta, Ismael se viu obrigado a arcar com um pesado gasto inesperado no orçamento. O jeito, segundo ele, tem sido contar com a ajuda de parentes. Ismael explica que, sem o remédio, a esposa perde totalmente a qualidade de vida, chegando a ficar com a mobilidade comprometida.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que o medicamento Entacapona 200 mg é adquirido e enviado aos Estados pelo Ministério da Saúde. Porém, o órgão federal enviou o remédio a SP com 1 mês e meio de atraso, com apenas metade do total solicitado. Informou que quantitativo já foi redistribuído às farmácias de alto custo e está disponível para retirada na unidade de Campinas.
O SUS Paulista fornece cerca de 290 medicamentos de alto custo, sendo que aproximadamente metade deles está sob responsabilidade do Ministério. Eventuais falhas no envio impactam o abastecimento. A pasta informou que concentra esforços para atender a população, fazendo planejamento rigoroso de estoques, e dialoga com a gestão federal para garantir a assistência aos pacientes.