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Partícula feita de amido de milho e óleo de tomilho combate larvas de Aedes aegypti

O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Unicamp para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos

Partícula feita de amido de milho e óleo de tomilho combate larvas de Aedes aegypti
O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Unicamp para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos ativos letais para as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue e zika. O teste foi feito com o óleo essencial de tomilho, […]

O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Unicamp para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos ativos letais para as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue e zika. O teste foi feito com o óleo essencial de tomilho, usado como agente larvicida. Esse óleo também é biodegradável e, na concentração usada na pesquisa, não oferece riscos à saúde humana.

A pesquisa obteve uma partícula que se comporta exatamente como os ovos do Aedes. Enquanto o ambiente está seco, ela se mantém inerte e conserva o agente ativo protegido. A partir do momento em que entra em contato com a água, começa a inchar para permitir a liberação do larvicida. Após três dias, período em que os ovos eclodem e tem início a fase larval, a partícula passa a liberar quantidades letais do princípio ativo na água. A ideia do projeto foi desenvolver um sistema de liberação controlada de larvicida para pequenos volumes hídricos, como vasos de planta, pneus, garrafas e entulhos diversos que podem virar criadouro do mosquito no ambiente urbano.

Segundo a professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Ana Silvia Prata, a descoberta não se aplica em grandes reservatórios ou caixas d’água e sim em recipientes menores, dentro de casa, onde se concentra grande parte das larvas do mosquito transmissor. Os resultados dos testes apontaram ainda que as partículas poderiam se manter funcionais durante aproximadamente cinco ciclos de chuvas. Após o primeiro contato com a água elas liberam apenas 20% do óleo de tomilho.

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