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Cresce uso da robótica no tratamento de obesidade mórbida

A Medicina está cada vez mais conectada com as novas tecnologias, com equipamentos de diagnóstico por imagem, com uma interação maior com sensores, por exemplo, câmeras e dispositivos robóticos. Uma

Cresce uso da robótica no tratamento de obesidade mórbida
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A Medicina está cada vez mais conectada com as novas tecnologias, com equipamentos de diagnóstico por imagem, com uma interação maior com sensores, por exemplo, câmeras e dispositivos robóticos. Uma das alternativas para o tratamento de obesidade mórbida está exatamente no avanço da tecnologia na Medicina, já que a cirurgia bariátrica está entre as indicações da robótica. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e especialista em robótica, Hercio Cunha, este é atualmente o modo de cirurgia mais avançado do mundo e uma evolução da cirurgia laparoscópica.

O Ministério da Saúde divulgou que a taxa de obesidade está em ritmo de crescimento no Brasil, passando de 11,8% para 19,8% entre 2006 e 2018. Apesar de a pesquisa ter demonstrado que o cardápio do brasileiro melhorou a população ainda compra muitos itens calóricos e sem valor nutricional. São alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar, que geram o excesso de peso, atingindo principalmente pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

Entre os benefícios oferecidos pela robótica para este perfil de paciente, o cirurgião cita o menor risco de sangramentos, menor tempo de internação, com redução de risco de infecção, pequenos cortes e retorno mais rápido às atividades. Para Hercio Cunha, é preciso derrubar o estigma da Robótica de que o paciente será operado por um robô. Ele explica que, por enquanto, mesmo com a utilização da tecnologia ainda é o médico que realiza a cirurgia, mas a tendência é de que a robótica domine todo o procedimento. No Brasil, a robótica já faz parte de 10 mil procedimentos por ano.

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