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PF faz operação contra câmbio ilegal em Bragança Paulista

Equipes de Campinas da Polícia Federal deflagraram na manhã desta terça-feira (8) a Operação “Cambiolândia”, que visa desativar uma instituição financeira clandestina na cidade de Bragança Paulista. Os criminosos operavam

PF faz operação contra câmbio ilegal em Bragança Paulista
Delegado da PF, André Ribeiro, e Chefe da Delegacia de PF de Campinas, Edson de Souza, durante coletiva - Foto: Guilherme Pierangeli

Equipes de Campinas da Polícia Federal deflagraram na manhã desta terça-feira (8) a Operação “Cambiolândia”, que visa desativar uma instituição financeira clandestina na cidade de Bragança Paulista.

Os criminosos operavam uma casa de cambio nos fundos de um antigo estabelecimento comercial, comprando e vendendo moeda estrangeira, e realizando operações de crédito a juros, sem autorização do Banco Central. O nome da operação faz referência ao nome da antiga loja que funcionava no prédio, e que segue na fachada: Pneulândia.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no local de funcionamento da casa de câmbio ilegal, e também nas residências dos proprietários. O Delegado da Polícia Federal em Campinas, André Ribeiro, dá detalhes da operação. “O fluxo de movimentação financeira vinha ocorrendo, troca de câmbio, troca de cheques, cumprimos mandado de busca e apreensão e ao adentrar lá identificamos realmente toda a configuração de uma agência bancária funcionando na clandestinidade, sem qualquer controle do Banco Central, sem qualquer fiscalização.”

A casa de câmbio clandestina funcionaria há pelo menos uma década. A operação apreendeu diversas moedas no local, cujo valor convertido ultrapassa R$ 100 mil. Além do dinheiro, também foram apreendidos cheques, celulares, um carro de luxo, dados financeiros, e uma arma que está com o registro vencido.

Ninguém foi preso nesta etapa da investigação. “A gente vai continuar a investigação, aprofundar a questão da lavagem, pois essas instituições são utilizadas para lavar o dinheiro de terceiros, nós precisamos entender ainda a quem ela servia. Muito volume de cheques de terceiros a ser analisado pela nossa inteligência.

Os envolvidos irão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional e também por lavagem de dinheiro, e poderão ser condenados a até 14 anos de prisão.

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