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Transferência de médicos afeta atendimento na UPA Campo Grande

Os usuários da Unidade de Pronto Atendimento do Campo Grande estão inconformados com a demora no atendimento por falta de médicos no local. A atendente, Franciele Vieira, procurou a unidade

Transferência de médicos afeta atendimento na UPA Campo Grande
Foto: Flávio Botelho

Os usuários da Unidade de Pronto Atendimento do Campo Grande estão inconformados com a demora no atendimento por falta de médicos no local. A atendente, Franciele Vieira, procurou a unidade de saúde nesta segunda-feira. Ela chegou ao local pouco depois das 7h e não havia sido atendida após uma hora e meia de espera.

“Eu cheguei logo no início do atendimento e só estão chamando agora. Deram prioridades para os idosos e até fazer a segunda chamada não deram previsão”, conta ela.

Outro grande problema apontado é a falta de pediatra. De acordo com o porteiro, Vanderlei Francisco Almeida, no local só há uma pediatra e geralmente a recomendação dada é para procurar o Hospital Ouro Verde. “É uma só. Eles falam que não vai ter mais. À noite falam que é pra ir pro Ouro Verde. É complicado viu?”, reclama.

A vendedora, Cleuza Pereira, mora no Jardim Florence II e esteve na Upa para tentar ser atendida por um dentista. Segundo ela, o atendimento na recepção foi ótimo, mas teve que ir embora sem passar pela consulta. “Vaga só depois de 15h30. Estou com dor e não tenho tempo pra marcar”, diz.

Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cecílio Serafim dos Santos, um dos problemas na UPA é a transferência de profissionais para a recém-inaugurada UPA do Jardim Carlos Lourenço. Segundo ele, até atrásra não houve reposição de médicos. “Infelizmente. Recebemos informações que seriam contratados funcionários antes, mas isso não aconteceu. Foram seis médicos transferidos”, detalha.

Em nota, a Rede Mário Gatti informou que está realizando um processo seletivo emergencial que irá contratar 150 novos profissionais de saúde para atuar nas unidades da rede, inclusive na as unidades do Campo Grande e do Carlos Lourenço. A nota esclarece também que é uma necessidade emergencial em vista do grande número de aposentadorias na saúde pública municipal. E até que os novos profissionais contratados comecem a trabalhar, pode ocorrer a realocação de funcionários de uma unidade para outra conforme a demanda, uma vez que todos os serviços estão interligados.

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