A Associação dos Moradores do Jardim Rossin, em Campinas, organizou um abaixo-assinado pedindo reforço nas rondas policiais no entorno da escola estadual do bairro. O motivo é o aumento da criminalidade nas ruas próximas. Em contato com a produção da Rádio CBN Campinas, representantes da entidade confirmaram que a preocupação é maior nos horários de entrada e saída dos ensinos Fundamental, Médio e de Educação de Jovens e Adultos. Ninguém foi encontrado para gravar entrevista, mas a reportagem esteve em frente à unidade na saída do período da manhã.
Nenhuma viatura da Polícia Militar estava por perto, mas adolescentes que estudam no local foram ouvidos. Guilherme Ribeiro, aluno do 1° ano do Ensino Médio, diz que não é comum ver a PM. No ano, diz ter presenciado a ronda no máximo duas vezes. Além disso, ainda nega conhecer alguém que tenha sido vítima de roubo perto da escola. “Nunca vi nada. Já vi polícia e não lembro quando, mas vi uma ou duas vezes”, conta.
Questionados, os pais que estavam em frente à instituição não quiseram falar com a reportagem, assim como funcionários. Foi nessa escola que, em 2017, a vice-diretora foi agredida por um estudante e a mãe dele, e o vídeo viralizou. A Pasta Estadual de Segurança Pública foi procurada sobre o pedido de reforço nas rondas e enviou nota na qual diz que a 2ª Companhia do 47º BPM realiza constantemente o patrulhamento ostensivo e preventivo na região do Rossin. Segundo o texto, “não houve registro de roubos ou furtos no entorno da instituição no segundo trimestre”. Além disso, diz que o “policiamento na área é reorientado, quando necessário, com base na análise dos indicadores criminais”.