A Secretaria de Saúde de Campinas apresentou a prestação de contas do 3º quadrimestre de 2019 do Fundo Municipal de Saúde, em uma audiência pública na Câmara Municipal de Campinas. O relatório detalhado apresentado por técnicos da pasta e pelo secretário, Cármino de Souza, apontam que, dos cerca de R$ 4,011 bilhões da receita total da Prefeitura, cerca de R$ 967,9 milhões foram destinados à saúde, o que representa 24% do orçamento.
Os gastos absolutos com a saúde cresceram 8%, sendo a maior receita da administração municipal. Mesmo assim, teve perda de 26% da cobertura à atenção básica. O questionamento foi do vereador Pedro Tourinho, do PT, presidente da Comissão de Política Social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas. De acordo com Cármino de Souza, o objetivo para 2020 é passar para 220 o número de equipes da saúde da família, com o programa Mais Médicos Campineiro, que começou na semana passada.
Ainda conforme Cármino, a inclusão de médicos cubanos também poderá ser um reforço, mas isso depende da decisão do Governo Federal de prorrogar os contratos. A folha de pagamento e encargos sociais ficaram com 51,60% da fatia da saúde, com R$ 600,1 milhões. A segunda maior foi com pagamento de prestadores conveniados de serviços hospitalares, com R$ 320,3 milhões, o que representa 28% da fatia do orçamento da saúde.
O restante foi destinado a serviços, consumo, obras, equipamentos e materiais permanentes, indenizações e restituições. As receitas de transferência via Fundo Municipal de Saúde, que não incluem folha de pagamento, foram de R$ 194,2 milhões. O Hospital Ouro Verde recebeu a maior parte, com 55,40%, seguido do Mario Gatti, com, 28,53%, PAs, com 8,24%, rede básica, 4,24% e Samu, 3,60%.