CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bancos acumulam filas nos distritos de Campinas

Os estabelecimentos comerciais não autorizados no período de quarentena decretado pelo governo têm seguido a regra e permanecem fechados nos distritos do Ouro Verde, Campo Grande e Nova Aparecida, em

Bancos acumulam filas nos distritos de Campinas
Foto: Danilo Braga

Os estabelecimentos comerciais não autorizados no período de quarentena decretado pelo governo têm seguido a regra e permanecem fechados nos distritos do Ouro Verde, Campo Grande e Nova Aparecida, em Campinas. Depois de fiscalização da Guarda Municipal na última semana, os locais não voltaram a abrir as portas. Isso não significa, porém, que as aglomerações deixaram de existir. As agências bancárias tinham filas que passavam de um quarteirão na manhã desta segunda-feira.

A dona de casa Ruth Paiva foi ao banco tentar sacar o benefício de R$ 600 disponibilizado pelo Governo Federal a pessoas de baixa renda. Mas ela enfrentou horas no meio da multidão sem saber se conseguiria. Assim como Ruth, o autônomo Osvaldo de Oliveira, de 19 anos, foi à fila do banco usando máscara de proteção. Ele revela não só ter medo de contrair covid-19, como também de transmitir a doença, por não conhecer as pessoas que estão perto e ter parentes no grupo de risco.

A dona de casa Simone Costa estava na rua porque precisava ir ao Centro Público de Apoio ao Trabalhador, o CPAT, do Campo Grande. Ela conta que tem se prevenido cada vez mais porque os casos de novo coronavírus já chegaram ao bairro dela. O motorista de aplicativo Alexandre Pereira está autorizado a trabalhar, por fazer parte dos serviços essenciais. Segundo ele, o número de passageiros caiu muito e há exposição ao risco. Por isso, resolveu parar o serviço durante a quarentena.

Nos locais com aglomerações, como portas de bancos, lotéricas e mercados, as pessoas não respeitavam a distância de segurança entre elas. Poucas usavam máscaras. Na praça da Concórdia, no Campo Grande, algumas faziam exercícios nos aparelhos sem qualquer proteção. A concentração de pessoas, porém, fica restrita às filas e não há trânsito carregado nos bairros. 

O Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo do Estado, viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia, atestou que o isolamento social teve adesão variando entre 46% e 56% em Campinas no feriado de Páscoa. Quinta-feira, dia 9, foi o índice de maior desobediência ao decreto de quarentena.

Compartilhe

Conteúdos