O decreto da Prefeitura de Campinas de uso obrigatório de máscaras de proteção no comércio esbarra na dificuldade de se encontrar o produto. A determinação exige que tanto os funcionários de estabelecimentos quanto clientes utilizem o equipamento de proteção individual durante os negócios. O problema é que a oferta das máscaras não atende à demanda. Ronaldo Aparecido Cordão, fundador e diretor comercial de uma rede de loja de artigos de tecido que trabalha atualmente no sistema de delivery, explica que o setor tenta flexibilizar a atividade junto ao poder público para tentar dar conta dos pedidos.
A falta de matéria-prima prejudica não só as lojas, mas também quem produz máscaras de maneira artesanal. Marília Silva começou confeccionando o produto para a própria família e vizinhos do condomínio, que avisaram a outras pessoas, que começaram a pedir a ela. Segundo a costureira, a matéria-prima está acabando.
A indústria não tem restrições durante a quarentena. Por isso, haveria disponibilidade de tecido para distribuição e confecção das máscaras. Mas Ronaldo Cordão conta que a dificuldade de comercialização ocorre por causa do fechamento das lojas físicas.
Esta semana, uma loja de tecidos no Centro de Campinas foi alvo de fiscalização por estar com a porta semiaberta, realizando entregas. A produção da CBN Campinas telefonou para outros cinco estabelecimentos e não foi atendida, muito provavelmente por estarem fechados. Por meio de nota, a Prefeitura de Campinas informou que ainda não recebeu a solicitação do setor têxtil e que os pedidos de reabertura de segmentos do comércio são analisados pela Administração a partir da situação do município e a essencialidade do serviço.