O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, lamentou a decisão do Ministério da Educação, que colocou fim ao processo de implantação da escola cívico-militar na cidade. O município foi um dos primeiros a se inscrever no programa do Governo Federal e escolheu a Escola Odila Maia Rocha Brito, no bairro São Domingos para receber o modelo. O município deveria fazer uma consulta popular na unidade de ensino e precisaria de aprovação da maioria para a implantação do sistema.
A votação chegou a ser iniciada, mas foi suspensa pela Justiça, que alegou não ter havido todos os debates necessários para a realização da consulta. Desde então, a prefeitura passou a recorrer da decisão, mas não conseguiu a reversão até atrásra. A pendência judicial se arrastou por meses e atrásra o Ministério da Educação decidiu retirar Campinas do programa. O prefeito Jonas Donizette lamentou a decisão e disse que não poderia desobedecer uma ordem da Justiça para garantir a implantação da escola cívico-militar em Campinas. De todo o modo, ele garantiu que fará nova inscrição no programa. “Eu não desisti. Pelo contrário, fui eu que inscrevi Campinas. Infelizmente dou um debate politizado e não deixaram que eu fizesse a consulta com os pais. Entrei na Justiça, não consegui reverter. Eu não desisti e veio o MEC hoje, numa decisão unilateral, e tirou Campinas. Ano que vem eu não serei prefeito, mas vou fazer esse ano uma nova inscrição no programa”, afirmou.
Nesta quinta-feira, 23, um ofício do Ministério da Educação informou que Campinas não receberia mais o modelo e que a pasta iria ofertar a vaga a outro município paulista. A secretaria da educação informou apenas que foi notificada da decisão.