A Prefeitura de Campinas voltou atrás em parte da redação do Decreto que inclui a obrigatoriedade para clientes utilizarem máscara em estabelecimentos comerciais que possuem autorização para funcionar durante a quarentena, assinado na quarta-feira passada. A alteração foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial. Ao invés do texto que dizia “impedir o atendimento de clientes que não estejam usando máscaras de proteção”, a redação atrásra é “recomendar o uso de máscaras de proteção aos clientes”. O decreto completou uma semana, com prazo de adaptação de uma semana para o uso de máscaras. Durou portanto, apenas um dia, a obrigatoriedade para o uso da máscara pelos clientes.
No mesmo documento, o texto diz que fica prorrogado até o dia 10 de maio de 2020 o período de quarentena, como medida necessária para a mitigação da disseminação do novo Coronavírus (a COVID-19). O Decreto impõe também outras regras, como barrerias físicas nos caixas e alertas sobre manter a distância entre as pessoas. A reportagem constatou o cumprimento do decreto em dois supermercados visitados. Em um deles, que fica na Avenida Nossa Sra. de Fátima, logo na entrada do estacionamento tem uma enorme placa com os dizeres: “uso obrigatório de máscaras”.
Além disso, foi instalada uma barreira de proteção com material plástico resistente ou acrílico transparentes entre o cliente e o atendente do caixa, como determina o decreto. Todas as pessoas que entram no supermercado passam por higienização das mãos com álcool em gel, orientados por um funcionário escalado só para esta função. O carrinho do cliente também é higienizado neste momento.
Torneiras com água e sabonete foram instaladas na porta de entrada e o fluxo de clientes é controlado. Vários adesivos foram pregados no chão alertando para o distanciamento. Em um mini-supermercado do centro, na Avenida Francisco Glicério, o sistema não é tão rigoroso. Mas, a determinação para o uso das máscaras está sendo cumprido.
Também existes alertas para a distância entre um cliente e outro e os carrinhos são periodicamente higienizados, além de term sido instaladas as barreiras de proteção entre o cliente e o atendente do Caixa. Nas unidades de saúde não há essas barreiras de proteção. No entanto, no Hospital Mario Gatti, por exemplo, há alertas sobre distanciamento e todos os profissionais das unidades estão utilizando máscaras.
Em três farmácias visitadas, na região Central e no Taquaral, o uso das máscaras foi constatado entre clientes e funcionários, porém não há a barreira com material plástico ou acrílico transparente entre o cliente e o atendente. Em vez disso, foram colocadas fitas de isolamento que impedem a aproximação dos cliente dos balcões de atendimento e caixas. Também há adesivos no chão alertando para o distanciamento nas farmácias visitadas, como determina o decreto.